terça-feira, 12 de janeiro de 2010

UMA NOITE NO EGITO (escrito por minha avó Odette Colla Gegenbauer, em 24/06/84)



A noite vai alta
Os sons abafados
Na rua deserta
Nem gente, nem luz.
Ao longe se ouve
O balido de ovelhas
Que o velho pastor
De volta as conduz.

Na casa o menino
Dormir não consegue;
Pois sabe que o anjo
Da noite virá.
Papai, veja o sangue
Se está lá na porta.
Depressa, paizinho
vai ver se lá está.

Papai, diz ansioso,
Será suficiente
Somente o sangue
Passado no umbral?
Estou vendo a noite,
Está tão escura!
Será que o anjo
vai ver o sinal?

Já está colocado
O sangue na porta,
O anjo da morte
aqui não virá.
Sossegue meu filho
É de Deus a promessa
Que onde houver sangue
Ninguém morrerá.

Dormiu o menino
E o pai preocupado.
O povo do Egito
Também descansou.
Mas eis de repente
A voz de lamento,
de dor, sofrimento:
"O anjo passou!"

Morreram meninos
Em todas as casas
Da terra do Egito,
Do pobre ao plebeu.
Morreu na choupana,
Morreu no palácio.
O herdeiro do trono
Também pereceu.

E houve uma morte
Em cada família
O filho, ou a filha
Também do animal.
Porém entre o povo
Hebreu houve calma,
Pois tinham o sangue
Passado no umbral.

Só foi suficiente
O sangue na porta.
Com fé na promessa
De um Deus bom e fiel.
Nenhum dos meninos
Morreu nessa noite.
Conforme a promessa
de Deus a Israel.

A nós como povo,
Seus remanescentes,
Confiemos no sangue
de Cristo Jesus.
Que é mais suficiente
Que o sangue na porta,
O sangue que Cristo
Verteu sobre a cruz.

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